
......

16 de abril de 1984 – “Diretas Já” reúne 1 milhão e 300 mil pessoasUm abaixo-assinado criado por militares da reserva da Aeronáutica pede a retirada do Ar da novela “Amor e Revolução” escrita por Tiago Santiago e exibida no SBT. A trama gira em torno da ditadura militar (1964-1985) e retrata a perseguição política contra os militares de esquerda na época. O autor da mobilização José Luiz Dalla alega que o folhetim pode colocar a população contra as forças armadas.
Recentemente, a Justiça argentina começou a julgar militares que teriam participado da ditadura daquele país (1976-1983), por crimes, como: o roubo, sumiço e até mesmo troca de identidade de bebês que eram filhos de prisioneiros. Entre os condenados está o primeiro presidente do regime, Jorge Videla, de 84 anos, tendo como pena a prisão perpétua.
No Brasil, esse tipo de julgamento só não ocorre, porque os militares estão amparados pela Lei da Anistia (6.683/1979), assinada pelo então presidente João Figueiredo, que concede o perdão por crimes políticos.
Comentário:
Meus amigos, eu acho que o mentor do abaixo-assinado só pode ter titica de galinha na cabeça. Isto é absurdo. A primeira pergunta que faríamos é: o que esses militares de hoje tem a ver com os criminosos, perseguidores e torturadores da ditadura? Hein? Nada. A novela retrata algo real, baseado inclusive em depoimentos verídicos. Além de trazer um importante debate para a sociedade sobre este momento histórico em nosso País que infelizmente ainda está muito obscuro.
Eu queria ver se os Militares dessa mobilização teriam coragem de entrar com uma ação contra a Rede Globo ou “Rede Bobo”, que monopoliza a indústria de novelas.


Por Admarino Júnior“O alto índice de bebês abandonados está preocupando a sociedade paraense. Em menos de um mês, foram registrados quatro casos, algo que deixou a população em alerta.” (Jornal Diário do Pará, 02/04/2011)
Esta notícia retirada do jornal é bem comovente do ponto de vista moral, pois se trata de uma prática presente em todo Brasil e no Mundo: o abandono de crianças.
No entanto, apesar da notícia ser atual, a prática é bem antiga.
Sabe-se da existência de casos de abandono de crianças em praticamente todas as grandes civilizações da Antigüidade. Na tradição judaica, dois exemplos fortes e centrais de abandono aparecem nas escrituras do Antigo Testamento – Ismael e Moisés. A mitologia e a filosofia também mencionam. Rômulo e Remo (fundadores lendários de Roma), Édipo ( filho de Laio e Jocasta); Hércules (filho de Zeus) são alguns exemplos.
Informalmente, o abandono foi comum até o final da Idade Média, período em que a criança não tinha seu lugar na sociedade. O processo de mudanças começou nos séculos XV e XVI com a criação dos hospitais para expostos ou Roda dos expostos. O nome Roda – dado à casa dos expostos – deve-se ao dispositivo de madeira onde se colocava o bebê que desejava abandonar.
No Brasil elas foram criadas a partir do século XVIII e durante um século e meio foram a única ação de proteção à criança abandonada. A Roda dos Expostos no Brasil existiu até 1950. Por conseguinte, a criança passou a ser reconhecida como detentora de direitos. Passou a ter um papel relevante e significativo na sociedade. Algumas coisas mudam, já outras, permanecem.
Essa pequena exposição histórica do abandono de crianças nos faz pensar hoje em algumas questões cruciais para o debate diante a sociedade:
O que leva a mãe abandonar o filho? Ou Quais as causas do abandono de crianças?
Tais questões, talvez, não tenha uma única resposta.
---------------------------------------------------------------------------------
Referências
Maria Luiza Marcílio/Livro: História social da criança abandonada. São Paulo: Hucitec, 1998.
Philippe Ariés/Livro: História Social da criança e da família. Rio de Janeiro, Guanabara, 1981.
Por Admarino JúniorIniciativas para combater essa chaga social é sempre bem vinda. Neste caso, a idéia do Clube de Regatas Vasco da Gama (RJ) foi excelente. O clube apresentou nesta quinta-feira (24) sua camisa para os jogos oficiais de 2011.
A camisa faz alusão ao histórico time que ficou conhecido como Camisas Negras. Na época, o Vasco foi o primeiro clube grande a permitir negros em seu elenco no Brasil, entre 1923 e 1924, negando a solicitação da federação, que pedia a retirada de 12 jogadores negros do time. No lado esquerdo do peito da camisa, há a imagem de uma mão espalmada em preto e branco. E, na gola, está escrito "DEMOCRACIA e INCLUSÃO".
Essa “moda” sim, todos deveriam seguir.
.

Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil
Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou
Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou
Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou
E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor
ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô
E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador
Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor
No dia 21 de março, se celebra o Dia Mundial contra a Discriminação Racial. O Barcelona junto à Unesco divulgou um vídeo com a campanha “Put Racism Offside” (deixe o racismo fora de jogo) em que Messi, Keita e Piqué são os protagonistas.
Em vista dos recentes acontecimentos, o momento não poderia ser mais apropriado. Em jogo do Real, o lateral Marcelo foi chamado de ‘macaco’ por torcedores do Atlético de Madri. Lamentável.
Confira a bela ação do Barça:
http://www.youtube.com/watch?v=QDNEmLavJ70&feature=player_embedded
“...no anno passado de 1690, pelo mez de junho ocorreu um grandessíssimo terremoto (...): penhascos caïdos, arvores grossissimas derraigadas e lançadas ao rio; terras muito altas desmoronadas (...) no meio de pedras e arvores amontoadas sobre as margens; por toda parte lagoas abertas, bosques destruídos e tudo sem ordem misturado (...). Continuavam as ruínas por quatro léguas de rio; terra a dentro tinha sido maior o estrago”. O relato faz parte do diário de Samuel Fritz (IHGB,1917), missionário jesuíta do século XVII, que reportou os estragos causados por um terremoto observados por ele no trecho entre as desembocaduras dos rios Urubu e Negro, e é o primeiro registro histórico dessa instabilidade perto de Manaus, no Amazonas.

Regulamentação a caminho Projeto para regular profissão de historiador passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. Para chegar à Câmara, ainda faltam duas votações.
O projeto de regulamentação da profissão de historiador passou nesta quarta-feira (2) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. O projeto de 2009, do senador Paulo Paim, estabelece que a profissão de historiador seja privativa de pessoas portadoras de diploma de graduação, mestrado e/ou doutorado em História.
Esta aprovação representa um passo importante na caminhada para a regulamentação da profissão, já que a CCJ é o braço do Senado que faz a avaliação legal das propostas em trâmite na Casa. Para que o projeto seja votado na Câmara dos Deputados, no entanto, ainda é necessária a deliberação nas comissões de Educação (CE) e Assuntos Sociais (CAS).
------------------------------
Fonte: Revista de História da Biblioteca Nacional.

VIDA E OBRA
Nascido em Belém em 21 de novembro de 1929, Benedito José Viana da Costa Nunes foi um dos fundadores da Faculdade de Filosofia do Pará, posteriormente incorporada à Faculdade Federal do Pará.
Por "A Clave do Poético", Nunes recebeu o prêmio Jabuti na categoria crítica literária, em 2010. No mesmo ano, ganhou o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra.
Em 1989, publicou "O Drama da Linguagem - Uma Leitura de Clarice Lispector", um ensaio literário sobre a escritora.
DEPOIMENTOS
Aldrin Figueiredo, escritor e amigo de Nunes, conta que teve o privilégio de ter escrito um texto em parceira com ele, e que fez o prefácio de uma de suas obras, "Luzes e Sombras do Iluminismo no Pará", escrito em 2004, com Milton Hatoum.
Nunes era crítico literário e de arte, e sua primeira análise foi sobre as obras da escritora Clarice Lispector. "Desse estudo foram criados dois livros, 'O Mundo de Clarice Lispector' e o 'Drama da Linguagem', onde se observa uma análise fenomenológica e existencialista", explica Aldrin.
Ele conta que as obras foram elogiadas por Clarice que se tornou amiga do autor.
Amarilis Tupiassu, professora de Letras da Universidade Federal do Pará e da Universidade da Amazônia, afirma que Nunes estava sempre de bom humor, e uma de suas últimas brincadeiras foi dizer que, quando saísse do hospital, a primeira coisa que iria fazer seria comer um pastel.
"Benê sempre foi brincalhão até nessa situação ele fez piada." Ela lembra que quando ele recebeu o título de Doutor Honoris Causa, homenagem feita aos professores eméritos, ela fez a saudação.
----------------------------------

Entrevista com José Denis de Oliveira Bezerra (mestre em Letras, Estudos Literários pela UFPA e professor de Literatura Amazônica da Universidade do Estado do Pará).
P - Quem foi Bruno de Menezes e qual a importância de sua obra para a Amazônia?
José Denis - Bruno de Menezes foi um poeta singular das letras paraenses. Nasceu em Belém no dia 21 de março de 1893. Seu pai, Dionízio Cavalcante de Menezes, era pedreiro e sua mãe se chamava Maria Balbina da Conceição Menezes. Passou a sua infância no bairro do Jurunas, periferia da cidade.
Escreveu várias obras, entre prosa e poesia, sendo reconhecido pela grandeza poética de Batuque, inicialmente publicado no livro “Bailado Lunar”, em 1924, e depois lançado em 1931 como obra independente.
A obra poética de Bruno de Menezes, principalmente "Batuque" (1939), é de grande importância para as artes literárias da região amazônica por desvelar na linguagem lírica elementos culturais desse espaço, que é formado por várias culturas distintas, entre elas a européia, a indígena e a africana. São esses signos que o poeta trabalha em sua poesia, numa linguagem moderna.
P - É correto afirmar que Bruno de Menezes é um dos pioneiros do Modernismo na Amazônia? A que grupo de intelectuais ele pertencia?
José Denis - Sim, é correto. Quando falamos em Modernismo na Amazônia, principalmente no Pará, temos que ter em mente dois principais grupos de intelectuais: o de Bruno de Menezes, chamado de “Peixe Frito”, e o de Francisco Paulo Mendes e Benedito Nunes, denominado de “Café Central”.
O primeiro reunia-se no Ver-o-Peso e tinha como componentes Abguar Bastos, Bruno de Menezes, Jacques Flores e outros, que tinham a preocupação de valorizar os elementos da cultura local, despertado por um sentimento nativista, de exaltação das belezas da região, além de revelar na poesia o cotidiano de Belém, da Amazônia, como fez Mário de Andrade em São Paulo e Gilberto Freire no Nordeste.
P - O que se pode dizer sobre a música e a dança, também presentes em suas obras?
José Denis – São elementos fundamentais na caracterização da poética de Bruno de Menezes. O tambor é um instrumento de convocação ritualística, presente nos rituais afro-brasileiros, representando também o clamor pela luta contra as violências que a cultura do negro sofreu. Além disso, esses recursos são também marcas do estilo simbolistas que o poeta mantém na obra Batuque.
P - A obra de Bruno de Menezes se enquadra na atualidade ou apenas nos faz refletir sobre o passado, sobre a história do Brasil?
Tiririca, deputado federal mais votado do Brasil,
explicando numa roda de parlamentares que votou
“sim” por engano na proposta que defendia o
aumento do salário mínimo para R$ 600.
------------------
Tiririca, explicando numa roda de repórteres
por que votou “sim” na proposta que defendia o
aumento do salário mínimo para R$ 600.
